Boy, De Origem Judaica; Chanel, Hospiciana 2

Boy, De Origem Judaica; Chanel, Hospiciana

Aos vinte e um anos, a hospiciana iniciou a sua cruzada pra ascender na escala social. Para atingir a meta contava com a auxílio de seu talento e dos homens. Em 1904, mudou os tectos do hospício dos caixotões do château de Royallieu, perto de Paris. Durante uma viagem a França havia popular o oficial Ettienne Balsan, um vívido que entregou suas atenções entre a protegida de plantão e os cavalos, tua verdadeira paixão.

Gabrielle plantou ali a tua maletinha de caixa e pegou meses depois, para bater em retirada com o amplo camarada de teu anfitrião, o multimilionário Boy Capel. Em teu lugar deixou uma nota: “Meu querido Etienne, jamais poderei devolver a gentileza e o conforto que me tens dado”. Boy, de origem judaica; Chanel, hospiciana.

Um casal muito ambiciosa e humilhada socialmente como pra não tirar a desforra. Qualquer um o fará à sua forma. Gabrielle, com as tesouras. Boy, com um casamento de conveniência que lhe dará brilho para completar a tua carreira política. Naquela época, as mulheres só tinham dois caminhos: casar-se ou converter-se em cuidados. Coco usou o segundo pra inaugurar um terceiro: o trabalho.

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Em 1910 começou a entreter as ausências de seu amante, confeccionando chapéus. Mas o dinheiro de teu protetor e o gênio de Gabrielle davam para mais: a construção de uma casa de costura, Chanel. Peças práticas e leves, perfeitas pra tempos de guerra e inspiradas nos uniformes dos mordomos, os marinhos e os rapazes de quadra.

O sucesso foi retumbante. O guarda-roupa da mulher moderna havia começado. Com o sucesso de Chanel nasceu a independência de Coco. A antiga mantida ficou uma das primeiras empresárias do século. Pouco a insuficiente, Capel foi se afastando de Paris. Seus encontros com uma costureira e sua origem judaica pesavam na sua incipiente carreira política. Para lavar sua imagem se casou em 1919 com a filha do barão de Ribblesdale, mas nunca rompeu com a Chanel.

No dia vinte e dois de dezembro, no momento em que viajava, fazia Cannes de Paris, onde tinha acabado de deixar a Coco, o automóvel deu três voltas de sino. A solidão começou a roer a sombra da costureira e de imediato não a abandonará nunca. Nenhum de seus amantes, você vai entrar a casar com ela. Abalada na morte de Capel, a língua de Chanel começou a arranhar.

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