'Don Mario', Capo Ou Fantoche 2

‘Don Mario’, Capo Ou Fantoche

Há alguns anos, o Exército encontrou armas e um diário em um automóvel abandonado. Pertencia a Daniel Rendón, logo, um chefe paramilitar de segundo grau, inexplorado para a posição pública e de pouca credibilidade pra autoridades. Seu relato, um pouco de atos sanguinários, não fez senão verificar a terrível violência dos métodos que empregam. Assim sendo, pensassem que alguém mexia nos fios e que ‘Don Mario’ não era senão um fantoche com nome rimbombante.

As primeiras suspeitas recaíram teu irmão, Freddy Rendón, denominado como ‘Alemão’, ex-chefe do Bloco Élmer Cárdenas, nos dias de hoje preso. O descartaram, por falta de provas, pelo motivo de sempre tentando convencer o superior da família a que se entregue, e por causa de ainda está imerso no recurso de paz que as AUC assinaram com o Governo. Esse nome pode ser Castanho Vicente, um dos comandantes paramilitares mais poderosos e que sempre moveu-se na sombra.

Alguns o consideram morto e outros não descartam que siga vivo. Não há outra hipótese, se bem que prontamente, com as declarações que precisará prestar o capo diante a Justiça, talvez chegue a desvelarse o mistério. Daniel Rendón nasceu há quarenta e um anos em Amalfi, no departamento de Antioquia, o mesmo povo, dos irmãos Castanho, fundadores das Autodefesas.

Por eles se alistou-se os seus exércitos e combateu nas guerras primeiro contra as FARC e o ELN, e depois, com o atravessar do tempo, como traficantes de pura cepa. Passou numerosos anos no departamento de Meta, ao leste da Colômbia, sob o comando de Miguel Arroyabe. Próximo a ele, e graças ao tráfico de cocaína conseguiu se tornar miliardário até o dia em que o citado capo e o mataram seus próprios tenentes.

  • Sofia Reis Autorfebrero 1, 2016
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Rendón fugiu em vista disso para o abrigo perante a asa protetora de teu irmão, O ‘Alemão’, cuja área de influência estava na região de Urabá, nos departamentos de Antioquia e Chocó. Pouco depois reapareceu como ‘Dom Mario’, líder de um movimento pseudopolítico que batizou como Autodefesa Gaitanistas. Se bem que invocava fins altruístas, como convocar os cidadãos a brigar contra a corrupção, misturados com mensagens anti-guerrilheiros, o certo é que não deixava de ser uma grosseira tampa de um cartel de drogas.

Recrutou quanto ex-paramilitar com bacana folha de serviços criminosos conseguiu, por alguns bons e outros maus, já que mandava sicários a todo aquele que se lhe resiste. Também comprei bandas inteiras de criminosos, como esta de integrantes da Justiça ou a polícia e o Exército. Voou tão alto que Guillermo León Valencia, irmão do atual ministro do Interior, está confinado acusado de ter feito favores em troca de dinheiro e presentes diferentes, no momento em que desempenhou o cargo de Diretor de Promotorias de justiça de Medellín. Pouco a pouco foi ganhando territórios a costa, em cota, Os “Paisas”, da banda.

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