Os Reis Do Atum (Calvo) 2

Os Reis Do Atum (Calvo)

O mar é tudo pra Galiza. E pra família Calvo, e se possível, é-o ainda mais. Nascidos nesta terra, devem-todo o oceano que os romanos chamaram mar tenebroso e que foi forjado as venturas e desventuras dos galegos. Poucos dias antes do naufrágio do Prestige, o fatídico dezenove de novembro, a família reuniu-se, como é hábito de ingerir em frente a um arrebentação onde começa a Costa da Morte.

Entre os muitos tópicos tratados pela mesa se fixaram, como é de costume, as histórias deste mar. E entre elas, as de naufrágios notáveis. Manuel, um dos patriarcas, lembrou-se de que emponzoñaron tua querida costa, com o preto do petróleo: Urkiola (i976) ou para o Mar Egeu (i992). E assim como os que o manchado com o preto do luto –o naufrágio do Santa Isabel (i92i), por exemplo, que levou consigo 23i vidas muito perto da ilha de Sálvora–. Pouco sabiam, logo, os Calvo, nem ao menos ninguém, do Prestígio e do teu maldito carregamento. Mas, bem como, como é hábito, a família é feliz.

Você precisa tudo ao mar, sim, entretanto neste momento não é o que atinge a Costa da Morte, como aconteceu com seus antepassados. O tesouro dos Calvo do século XXI se chama yellowfin, albacora ou Thunnus albacares e aventura-se em águas tropicais de todo o mundo, distanciado do veneno que tem ofuscado o norte português. Eles o batizaram com o nome de atum, e com este apelido ficou, no mínimo nos lares espanhóis. Com a marca familiar são comercializados por ano 60.000 toneladas de este peixe nômade e sou grato. Ou quatrocentos milhões de latas, como se preferir.

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  • Sep.2010 | 13:35

Na realidade, como ocorreu com tantos galegos, os Calvo que iniciaram o negócio pouco ou nada sabiam do oceano ou os peixes. José, o bisavô, era maragato (brasil), um homem do interior. Para prosperar pela Galiza costeira do século XIX, onde foi viver, abriu uma loja de coloniais, ou mantimento, no centro da aldeia corunhesa de Carvalho. José morreu em i902, quando o teu filho Luís tinha somente 5 anos.

Assim que, antes de entrar atrás do balcão, Luis estudou até tornar-se professor comercial. O ensino não se dedicou, porém a hipótese serviu pelo menos para proteger-se no negócio, e mais em tempos em que o engenho era a apoio da sobrevivência. Os paisanos de Carvalho seguram a princípios do século XX, poucas pesetas. O sistema de troca era a base dessa economia primitiva que não fazia ricos para os vendedores, contudo que servia pra saciar a fome de seus consumidores e de si mesmos, que não era pouca coisa.

Preventivo, em i9i5 Luis abriu um armazém para os feijões-moeda com o nome de “Filho de J. Calvo”. “Até 700 vagões de feijão continuam saindo de Gondomar em boas temporadas”, esclarece Manuel, de sessenta e cinco anos, filho de Luís, e, neste instante, ceo da organização. “Depois da Guerra Civil, o coloniais deixou de ser um negócio, por causa de todos os preços dos alimentos estavam interrompidos. Numa viagem que fez a Madrid, meu pai se deu conta de que a carne tinha um valor extraordinário”. Na região inundada a preciosa e saborosa carne de pura loira galega, e no resto de Espanha inundada com preocupação, a fome, a juventude do pós-batalha.

Assim que o empresário Luis provou a fazer uma fábrica para enlatar carne de vaca. Crasso erro. Quando a planta estava a meio erguer, um decreto de franco só autorizava a venda de carne fresca. “Bem, nesse lugar está feijão”, ele disse, logo depois, o empresário pra se recompor. “Assim que nós fazemos feijoada”. Com o concurso de duas vizinhas de Infiesto (Astúrias) experientes no guisado de feijão, Luis começou a vender feijoada em lata.

Mas o sucesso não o acompanhou. Estes foram talvez os piores anos pro de Carvalho. Casado desde i934 com uma jovem do público, Maria Dolores, imediatamente tinha dois filhos e amargas experiências. A mais grave não procedia de suas organizações fracassadas, porém do regime que outro galego se encarregaria de alongar durante quatro escuras décadas.

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